segunda-feira, 7 de maio de 2012

Poema a uma planta




Maria, fecha a porta que teu pai já morreu
Mas Maria te conforta, o amor não se perdeu

Feche a porta Maria e abra tua janela
Deixando a luz entrar
Pra iluminar as memórias
Pinceladas em aquarela

Feche a porta Maria, de todo o coração
Importa mesmo o sentimento que fica
Aliado a saudosas lembranças
De pessoas que vem e vão

Feche a porta Maria e limpe toda tua casa
Elimine as impurezas
Purifique a nostalgia
Atenta que em prol disso até mesmo o tempo se atrasa

Porque és tu, Maria
Quem singelamente se recolhe e esconde seus segredos
Mas não esconde a beleza que muito me emociona
Ao levemente tocar-te com a ponta de meus dedos

Então permita que meu toque te preencha de alegria
E no ensejo permita que eu desvele tua essência
Assim meu anseio por ti prontamente se esvairia
Te peço com veemência
Apenas permita, Maria.
01 de maio de 2012 as 1h15
Imagem: Mimosa pudica da ilha

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