terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Mensagem na garrafa nº 5 - Sobre almas e retribuições universais




“E sem saber que era impossível, ele foi lá e fez! 
Às vezes o melhor que devemos fazer para levar nosso ser a um nível mais elevado é ignorar nossos limites, ignorar o que é possível ou não.”

[papel rasgado]

...porque minha alma não tem limites visíveis.  
Minha essência transborda de meu ser e emana sussurros inaudíveis. Ao universo.
Agradecendo a cada intervenção vital, a cada acalanto visceral.
Sussurrando um grito de amor pelo viver.

[papel rasgado]

...sabendo que se minha alma fosse falar de amor e de felicidade, certamente ela falaria o nome de cada uma dessas outras.

Que me abraçam,
que sorriem pra mim,
que me ajudam,
que brincam comigo,
que me aconselham,
que me fazem acreditar num mundo melhor,
que me presenteiam com sua existência
e me fazem ter felicidade plena a cada hora, dia, mês e ano que passam comigo.
Á minha frente ou em minha mente, 
como pequenos e belos riscos de luz colorindo artisticamente  um fundo acromático.

[papel rasgado]

...portanto, prefiro ignorar a existência de um limite pra felicidade, ignorar que existem barreiras para o amor, ignorar que fronteiras podem obstar meu ser de retribuir ao universo tudo o que ele tem me obsequiado.
Porque só assim nossa alma é capaz de evoluir e fazer coisas impossíveis.
Sem se dar conta.

Escrito entre as horas que dividiram 2012 de 2013
Imagem: Riscos almáticos ( pelo pequeno viajante )
Citação: Mark Twain